Laudo técnico de periculosidade

A avaliação que define o adicional de 30% sobre o salário base, previsto para atividades de risco acentuado.

O laudo de periculosidade verifica se a atividade se enquadra em algum dos anexos da NR-16 e conclui pela existência ou não do adicional de 30% sobre o salário base do trabalhador.

Sobre este conteúdo

Autor
Marcus Vinícius, técnico de segurança do trabalho, fundador da MV Consultoria
Revisão técnica
Agosto de 2026, por Marcus Vinícius
Última atualização
19 de agosto de 2026
Referências: NR-16 (Atividades e Operações Perigosas) · NR-15 (Atividades e Operações Insalubres). Textos oficiais publicados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Diferente da insalubridade, que tem três graus e incide sobre o salário mínimo, a periculosidade é sim ou não, com percentual único de 30% e base de cálculo no salário contratual. Isso torna o impacto financeiro muito maior e faz do laudo uma peça central de gestão de custo e de risco jurídico.

Atividades enquadradas na NR-16

  • Inflamáveis e explosivos: armazenamento, manuseio e transporte acima dos volumes previstos, incluindo abastecimento de veículos.
  • Energia elétrica: atividades no sistema elétrico de potência e em instalações energizadas equivalentes.
  • Radiações ionizantes e substâncias radioativas.
  • Segurança pessoal e patrimonial: vigilantes e profissionais expostos a roubo e violência física.
  • Motocicleta: uso de moto como meio de locomoção habitual no trabalho, conforme o anexo 5.

Pontos que geram mais discussão

Três situações concentram a maior parte dos litígios: o abastecimento de veículos da frota pelo próprio motorista, a permanência em área de risco de sistema elétrico de potência e o uso de motocicleta por entregadores e técnicos de campo. Em todos, o que decide é a caracterização técnica da exposição, não a nomenclatura do cargo.

Base de cálculo

O adicional de periculosidade é de 30% sobre o salário base, sem incluir gratificações, prêmios e participações. Diferente da insalubridade, não incide sobre o salário mínimo. Para eletricitários existe entendimento consolidado de base ampliada em determinados contextos.

O que a MV Consultoria entrega

Laudo assinado por profissional habilitado, com descrição das atividades, tempo de exposição, análise da área de risco, fundamentação legal por anexo da NR-16 e conclusão objetiva por função. Também apontamos as medidas capazes de descaracterizar a exposição quando existirem, o que é frequentemente a saída mais econômica para a empresa.

Se a sua dúvida é entre os dois adicionais, veja o laudo de insalubridade.

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Dúvidas

Perguntas frequentes sobre Laudo de periculosidade

O adicional de periculosidade é proporcional ao tempo de exposição?

Não. Uma vez caracterizada a exposição habitual, ainda que intermitente, o adicional é devido integralmente. Apenas a exposição eventual ou por tempo extremamente reduzido afasta o direito.

Motoboy tem direito a periculosidade?

O anexo 5 da NR-16 enquadra as atividades com uso de motocicleta como meio de locomoção no exercício do trabalho. A caracterização depende da habitualidade e da análise técnica do caso concreto.

Quem pode assinar o laudo de periculosidade?

Engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, conforme o artigo 195 da CLT.

A empresa pode simplesmente pagar sem laudo para evitar processo?

Pode, mas assume um custo permanente que talvez não seja devido e cria precedente de difícil reversão. O laudo permite decidir com base técnica.

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